Trinta e sete. Faltando três para quarenta. Ou passados sete após os
trinta? Depende do ponto de vista. É sobre aproveitar os trinta e poucos
anos, enquanto ainda estão aí, vivendo cada dia, ou sobre ficar ansioso
pela próxima década, esquecendo do presente e pensando no futuro o
tempo todo?
Nesses últimos 366 dias (porque 2020 é um ano bissexto),
minha vida passou por transformações em larga escala. Antes disso eu já
vinha experimentando mudanças, mas de uma forma lenta e gradual;
porém, dessa vez a coisa foi bem mais drástica. Foram muitos marcos,
uns felizes, outros nem tanto. Um foi de profunda tristeza: a perda do
meu pai para o câncer, que me fez acordar para minha própria mortalidade
- ninguém vive para sempre, mas foi cruel demais vê-lo definhando
daquele jeito... Outro foi uma enorme (e inesperada) realização - a
herança de confiança e responsabilidade que meu pai me deixou antes de
partir, na forma do seu carro, do qual cuido com máximo carinho - isso
mudou minha vida para sempre.
O que esperar dos próximos 365 dias?
Não faço ideia. Muito já planejei "n" coisas em 24s de agostos passados,
pensando em tudo o que viria pela frente, mas agora, a essa altura da
minha existência, prefiro viver somente o hoje.
O que posso fazer hoje? Agora? Nesse instante? A resposta mais simples é curtir esse dia, e esperar novas realizações...
Comentários
Postar um comentário